Tudo começou quando aquela minha idéia maluca de conhecer o mundo foi acendendo dentro de mim. Até que eu fui crescendo e vi que o sonho estava chegando cada vez mais perto, e que eu, deveria de qualquer jeito torná-lo real. Um dia ele aconteceu. Ou pelo menos, partezinha dele. Só que o que eu não sabia é que com ele viriam todos esses sentimentos atrelados.Algumas pessoas tem mania de glamourizar tudo e se deslumbrar com qualquer acontecimento, mas ter a oportunidade de estar na Europa, não significa nada perto de tudo o que vivemos e de todas as histórias que contaremos e as que preferiremos nem contar. Sem vocês, com certeza não teria sido tão importante, não teria valido tanto a pena e não teria sido tão divertido nem tão verdadeiro como foi. Poder aprender pequenas coisas junto com alguém que também comete os mesmos erros que você, poder descobrir coisas inimagináveis ou um simples caminho sozinho, se sentir segura e poder transmitir segurança a alguém ou até mesmo poder ligar à qualquer hora, só para contar que cantou a música da Xuxa, é tão confortante quanto impagável. Acredito que esse sentimento se chame amizade, que não tem dia, hora e nem motivo para acontecer.
Certo dia, numa dessas noites memoráveis de Coimbra, um amigo disse que “aqui não temos referência” e isso me fez matutar. Não é que ele estava certo mesmo? Afinal, mesmo que soe estranho, somos nós por nós mesmos, e só. Nesse momento, senti que tinha mais responsabilidade do que eu imaginava e me senti frágil. Mas e será que a fragilidade é ruim? Não! Pelo menos pra mim não foi. Me sentir frágil, vulnerável e sensível - coisa que até então eu desconhecia - me mostrou que as nossas fraquezas é que muitas vezes nos unem para nos tornar fortes e intensos, no melhor sentido da palavra. E sabe do que mais? Nessas horas percebemos que temos com quem contar, e que alguém preenche o vazio momentâneo que sentimos e nos mostra o caminho certo, o caminho que leva a Associação, ao Bigorna, ao Tapas ou até mesmo a NB. Cada um de vocês que conviveu comigo, mesmo que por pouquinho tempo, tem um pedaço do meu coração. E por mais clichê que possa parecer, só queria agradecer à todos por terem feito parte dos meus melhores minutos e, principalmente, por aguentarem a minha eterna TPM.
Por fim, queria pedir que, por favor, percam a barriguinha europeia! E aos que ficam... Bom, dizem que barriguinha é sinal de saúde!

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