Andei ouvindo algumas coisas que não gostei. Apesar de terem sido boas, eu não gostei. Mesmo! E adivinhem o que aconteceu! - Analisei a situação e resolvi discutir minha auto relação. É, uma DR comigo mesma!
A pergunta que não quer calar é: Por que temos tanta dificuldade de aceitar a realidade e admitir os fatos? Quem sabe até conseguimos admitir, mas ouvir isso de um terceiro não é nada agradável. Pelo menos para mim não foi, já que meu orgulho adora descobrir tudo sozinho e ser super, hiper, mega, ultra independente, no auge da denominação. Creio que não estamos preparados para os fatos, nem nunca estaremos. Claro, para isso tenho uma teoria: por mais realistas que somos ou tentamos ser, temos muita esperança dentro de nós, seja qual for o dilema, ou nem tão dilema assim. Simplesmente por que somos humanos, mesmo que por vezes isso não condiga com nossas atitudes.
Outro ponto a ser relevado é o fato de que é muito mais cômodo acreditar no que queremos. Lá vem a esperança atrapalhar mais uma vez. Todos esses problemas existenciais – se é que posso chamar assim – estão conectados. Analisemos. Quem nunca teve um amigo corno que jamais acreditou o ser? Pois é, ele sempre vai ser enganado pela namorada e sempre vai pensar que ela é uma santa. E se alguém tentar ajuda-lo, ainda tem a chance de passar por agorento ou invejoso. E não pense você que ele é ingênuo! Ou ele tem alguma segunda, terceira e até quarta intenção ou para ele é muito mais prático continuar assim. Analisemos outra vez. Já pensou ele acordar pra vida, terminar o namoro, sofrer sozinho e tentar aproveitar o tempo perdido? E mais: ter que arrumar outra namorada, criar intimidade novamente e ter de fazer todas aquelas coisas chatas de início de namoro? Pensou? Ah, vai dizer que não deu preguiça só de imaginar? – Entendamos nós, que estou analisando friamente o caso e não estou levando em conta o romantismo. Hoje estou caminhando ao encontro da praticidade.
Então, será que não queremos mesmo aceitar os fatos? Sei, depois de muito aprender, que não se deve julgar ninguém, pois não sabemos o que se passa dentro da cabecinha das pessoas, muito menos o motivo de suas atitudes, por mais que tentemos imaginar e entender. Claro que, teoricamente, seria muito mais correto e digno, da parte do seu amigo corno, terminar o namoro, admitir a realidade, se impor como homem e honrar o que tem entre as pernas, mas nem tudo acontece como deve ser. Ah, e tem outra, quem sabe o que é certo e o que é errado? Ninguém, essa é a verdade.
Usei esse exemplo grosseiro, porém real, por que sei que muitos passam por isso ou conhecem alguém que passe, o que torna a compreensão do meu raciocínio mais fácil. Continuemos analisando. Quem não quer “encarar” os fatos, tem algum motivo para não o fazer. Consciente ou inconscientemente como no caso do amigo corno. Daí, minha meia conclusão sobre o assunto: Não é que não conseguimos enfrentar a realidade. É que temos alguma dificuldade proveniente sei lá de onde, por algum motivo que desconhecemos. E isso não nos permite ou não quer que enxerguemos. Entende? Preferimos assim como está, ou não queríamos que fosse de outra forma por desacreditar, por teimosia, pelo próprio comodismo, – pai dos problemas – ou até mesmo por medo. Afinal, temos medo da mudança, seja ela pro bem ou pro mal. Agora, o que me falta descobrir é que problema está conectado ao fato de eu não ter gostado de ouvir o que ouvi. Por que analisar os outros é fácil, né? Mas comecemos por nós...
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