Estar em outro país, por si só, já é experiência. Ter a oportunidade de estudar então, melhor ainda. Confesso que sou muito curiosa e sempre fico pensando na maneira que as pessoas desse planeta, tão miscigenado, vivem. São tantos comentários, reportagens em vários lugares, uns falam isso, outros aquilo. Entendi então, que para saber de fato como são as coisas, precisaria vivenciá-las. Foi o que aconteceu. É o que está acontecendo, na verdade. Ora eu penso: Como as coisas são diferentes, é outro mundo mesmo. Mas penso isso da melhor maneira imaginável. Ora eu penso: Queria estar em casa, seria tão mais cômodo. Mas não, não vale a pena. Saber realmente como vivem as pessoas de outro lugar, como são seus costumes, seu cotidiano, sua maneira de pensar, o que elas acham do país que você mora e tantas outras coisas é impagável. Por exemplo, ouvir um espanhol dizendo que para eles, o Brasil é o Rio de Janeiro e todos os brasileiros são cariocas é muito assustador. Mas poder explicar que gaúcho toma chimarrão e sente frio, que mineiro fala UAI, que o rock é algo forte, apesar dos pesares e que eu não gosto de carnaval e não sei sambar, é renovador, se é que vocês me entendem. Nesse primeiro momento, gostaria apenas de deixar claro que as mudanças são muitas, que as diferenças são grandes, que vivenciar é melhor que imaginar e como diz Fernando Pessoa: Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Quis terminar com essa frase, já que o poeta é português, e quero falar sobre os portugueses. Os portugueses? Isso fica para a próxima pauta...
Essa é minha portuguesa hsahshahs
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